Sabe quais as diferenças entre híbridos e híbridos Plug-In? Veja o que os distingue

Sabe as diferenças entre híbridos e híbridos Plug-In? Veja o que muda na mecânica, consumos, preços, manutenção e outros parâmetros. E, se está na dúvida entre híbridos e PHEV, descubra como escolher entre um híbrido em série e um Plug-In.
Híbridos e Híbridos Plug-In - diferenças entre eles e como escolher

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Na rota que nos leva dos motores de combustão aos 100% elétricos surge uma opção intermédia que combina estas duas famílias de motorizações. Mas sabe quais as diferenças entre híbridos e híbridos Plug-In, ou PHEV? Vamos explicar-lhe tudo ao detalhe neste artigo.

 

 

Qual a diferença entre híbrido e híbrido plug-in?

Um híbrido em série, ou híbrido convencional, tem uma bateria com pouca capacidade, um motor elétrico pouco potente e funciona a maioria do tempo com recurso ao motor de combustão.

Por sua vez, um híbrido Plug-In (ou PHEV) tem uma bateria com alguma capacidade e um motor elétrico potente, que permitem conduzir durante a maioria dos trajetos quotidianos sem usar o motor de combustão. No entanto, eles contam com esse motor a gasolina ou Diesel para garantir autonomias alargadas sem necessidade de parar para carregar as baterias, distanciando-se dos carros elétricos neste parâmetro.

Existem várias diferenças entre um híbrido e um híbrido Plug-In ao nível do preço, da condução e da eficiência e da mecânica. Os PHEV são mais caros mas, quando se recorre à bateria, conseguem consumos mais baixos e um retorno do investimento a longo-prazo. Além de mais baratos, a manutenção dos híbridos em série é menos exigente, já que são mais leves. Por isso, o desgaste de componentes da suspensão e pneus é menor.

 

As oito diferenças principais entre híbridos e híbridos Plug-In

Veja no quadro seguinte as oito principais diferenças entre híbridos e híbridos Plug-In:

 

HíbridosPHEV
PreçoMais baratosMais Caros
PotênciaMenos potênciaMais potentes 
ConsumosMais altosMenores (quando se usa a eletricidade das baterias)
AutonomiaMenorMaior
PesoMais LevesMais Pesados
ManutençãoMais barataMais cara
ImpostosMais altosMenores
Incentivos FiscaisMenoresMais incentivos

 

O que é um PHEV – híbrido plug-in?

Um híbrido Plug-In é um automóvel que combina um motor de combustão com um motor elétrico, ambos com bons níveis de potência, e que conta com uma bateria de boa capacidade para cumprir até 100 km sem gastar combustível. Uma característica dos PHEV é que, como nos carros elétricos, pode ligar o carro a uma tomada (Plug-In) de carregamento para abastecer a bateria.

Além disso, nos híbridos Plug-In normalmente tem vários modos de condução e funcionalidades específicas. Eles permitem conduzir apenas com o motor de combustão ou o motor elétrico e usar vários modos de condução que se focam mais na potência ou na eficiência. Além disso, há opções para usar o motor a gasolina como gerador para carregar a bateria. Um modelo com todas estas valências é, por exemplo, o Volvo XC60 PHEV.

Que tipos de híbridos Plug-In  existem?

Existem dois grandes tipos de híbridos Plug-In, que se distinguem pelo tipo de funcionamento. Os tipos de híbridos Plug-In são os seguintes:

  • Sistema Paralelo – A transmissão faz a gestão entre o recurso ao motor elétrico e ao motor de combustão. Podem ser usados os dois em conjunto, apenas o motor elétrico ou apenas o motor de combustão. Dois exemplos desta tecnologia são o Volvo XC60 ou o Mazda CX-60 PHEV. É a opção da maioria das marcas e garante eficiência em todos os tipos de percursos.
  • Sistema Power Split – Um conjunto de engrenagens planetárias gere o uso dos dois motores, que trabalham sempre em conjunto. É uma opção utilizada em marcas nipónicas como a Toyota, que pode garantir um nível de eficiência mais alto em condução urbana.

 

Como funciona um híbrido Plug-In?

Um híbrido Plug-In funciona com dois motores (elétrico e de combustão) que podem trabalhar em conjunto ou em separado para mover o carro. O sistema conta ainda com uma bateria com alguma capacidade (geralmente acima dos 20 kWh), que pode ser carregada com uma tomada, e que permite conduzir entre 40 e 100km apenas com energia do motor elétrico. Se a bateria esgotar a capacidade, podemos conduzir apenas com o motor de combustão.

A transmissão tem um papel-chave no funcionamento dos PHEV, fazendo a gestão da força proveniente de cada motor e encaminhando-a para as rodas. Além disso, é ela que encaminha também a força obtida na regeneração para a bateria, o que potencia as distâncias percorridas com o apoio do motor elétrico.

 

 

O que é um HEV – híbrido não plug-in?

Um híbrido convencional, HEV, híbrido em série ou híbrido não plug-in, é um carro que conta principalmente com a força do motor de combustão para se mover, mas que tem um pequeno motor elétrico para reduzir os consumos. A autonomia 100% elétrica dos híbridos em série é muito reduzida, mas a bateria está continuamente em carga-descarga para reduzir os esforços e consumos do motor de combustão.

Em condições ótimas, como no Mazda2 Hybrid ou no novo Toyota Aygo X, os consumos médios ficam abaixo dos 4.0 l/100km. Além disso, permitem percorrer grande parte dos percursos quotidianos, a rolar, apenas com o motor elétrico.

Esta tecnologia, que foi celebrizada com modelos como o Prius, tem vindo a dar um importante contributo para a redução das emissões poluentes dos automóveis. Elas são uma opção com preços muito competitivos, que em muitos casos são equivalentes aos dos veículos apenas com motores de combustão.

Outro tipo de condução híbrida, mas com algumas diferenças, é o uso de um motor de combustão como extensor de autonomia. Neste caso, apenas o motor elétrico é utilizado para mover as rodas, mas existe um motor de combustão que funciona como gerador. Garante bons consumos em diferentes condições e tem a vantagem de se aproximar mais das sensações de condução de um carro 100% elétrico. Surge em modelos como o Mazda MX-30 e na tecnologia e-Power usada em viaturas como o Nissan Qashqai.

 

Como funciona um híbrido convencional?

Um híbrido convencional funciona sempre com origem no motor de combustão. Ou seja, ele é a base para todo o sistema, porque o motor elétrico é pouco potente e a bateria não tem capacidade para percorrer grandes distâncias sem usar o bloco a gasolina. Existem, depois, duas grandes opções para o funcionamento:

  • Sistema Power Split – usa engrenagens planetárias e normalmente uma transmissão CVT para gerir o funcionamento em conjunto dos dois motores. O motor a gasolina pode mover as rodas, carregar a bateria ou fazer as duas coisas em simultâneo. É usado por marcas como a Ford, a Toyota e a Lexus.
  • Sistema Paralelo – O motor elétrico fica geralmente acoplado entre o motor de combustão e a transmissão, e pode-se usar apenas um dos propulsores ou os dois em simultâneo para mover o carro. Geralmente são associados a caixas automáticas com conversor de binário ou de dupla embraiagem. É a opção da maioria das marcas.

 

 

Um microhíbrido e um híbrido em série são a mesma coisa?

Não, um microhíbrido e um híbrido em série não são a mesma coisa. Os carros híbridos contam com motores elétricos que podem mover a viatura durante períodos prolongados a rolar, enquanto no microhíbrido existe um pequeno sistema elétrico de 24 ou 48 volts, com um motor-gerador que auxilia o arranque, desliga o motor nas paragens e recupera alguma energia nas travagens.

No entanto, um micro-híbrido quase nunca move o carro apenas com energia elétrica, pois a potência é demasiado baixa para tração. Os híbridos convencionais, por outro lado, já cumprem até 40% dos percursos sem recorrer ao motor de combustão.

 

Quais as vantagens de um carro híbrido plug-in?

As vantagens de um carro híbrido plug-in são as seguintes:

  • Mais autonomia elétrica, próxima dos 100 km em vários modelos;
  • Consumos de combustível mais reduzidos;
  • Versatilidade de modos de condução;
  • Hipótese de escolha entre condução elétrica e com motor de combustão;
  • Mais potência e performances;
  • Incentivos maiores a nível fiscal;

Quais as vantagens de um híbrido em série, ou híbrido convencional?

As vantagens de um carro híbrido convencional são as seguintes:

  • Preços mais baixos;
  • Peso mais reduzido;
  • Não existe necessidade de carregar as baterias com tomadas externas.

Quais as diferenças nos consumos entre híbridos e híbridos Plug-In?

As diferenças entre os híbridos e os híbridos Plug-In chegam aos 80% quando se utiliza a energia armazenada numa bateria. Por exemplo, um SUV híbrido com elevada eficiência pode fazer consumos de 5,0 l/100km. Mas um PHEV, capaz de percorrer até 70 desses 100 km apenas com a energia acumulada nas baterias, pode atingir um consumo médio de 1,0 l/100km.

No entanto, se não existir energia acumulada nas baterias, um híbrido Plug-In vai ter consumos ligeiramente mais altos que um híbrido em série. Isto acontece porque o peso adicional das suas baterias prejudica os consumos.

Híbridos e híbridos Plug-In  – Quais têm mais autonomia?

A autonomia dos híbridos Plug-In é superior à de um híbrido tradicional, porque além dos consumos mais reduzidos adiciona a distância percorrida em modo 100% elétrico.Vamos ver, por exemplo, o cenário ideal dos testes WLTP para um Toyota C-HR PHEV e um Toyota C-HR híbrido, ambos com depósito de 43 l de combustível.

O Toyota C-HR PHEV tem um consumo médio de 0,8 l/100km e uma autonomia elétrica de 66km. Já a versão híbrida tem consumos de 4,8 l/100km e a autonomia 100% elétrica é praticamente nula. 

Imagine que conseguia cumprir sempre 100km com os consumos WLTP indicados e parar imediatamente para carregar a bateria do PHEV. Com apenas um depósito, conseguiria cumprir 5375 km (o sonho de qualquer condutor…). Com o C-HR híbrido conseguia cumprir “apenas” 895km. No entanto, este cenário é apenas imaginário e praticamente impossível de replicar no mundo real. 

Considerando que o Toyota C-HR PHEV tem consumos mais altos depois de esgotar a bateria, e que os consumos reais são mais altos que os do WLTP, ainda assim poderia cumprir provavelmente 1500km a 2000km com um depósito e carregamentos frequentes da bateria. Dessa forma é possível tirar mais partido da autonomia 100% elétrica.

 

Híbridos vs Híbridos Plug-In – Quais são mais baratos?

Os híbridos convencionais são mais baratos que os híbridos Plug-In. Por exemplo, o Toyota C-HR híbrido Comfort com 140 cv custa 35.900€, enquanto o C-HR PHEV de 223 cv custa 41.170€.  Já o Peugeot 308 Allure tem um preço de 32.885€ na versão híbrida de 145cv, enquanto o 308 PHEV Allure de 195cv custa 38.800€. 

Ou seja, nos dois modelos a versão PHEV tem um preço superior em 6000€. Mas as versões híbridas Plug-In são muito mais potentes e apresentam consumos bastante mais reduzidos.

Que marcas vendem carros híbridos convencionais em Portugal?

Existem 26 marcas que vendem híbridos convencionais em Portugal. Eles são uma aposta das marcas dos principais grupos automóveis europeus (Stellantis, Volkswagen, Aliança Renault-Nissan) e são também uma forte aposta de várias marcas asiáticas (Toyota, Lexus, Kia, Hyundai, Honda, Suzuki e MG).

Existem incentivos para comprar carros híbridos em série?

Não existem incentivos diretos para comprar híbridos em série com reduções / devoluções do valor pago. Estes incentivos apenas estão disponíveis para a aquisição de veículos 100% elétricos, através dos apoios à compra de carros elétricos do Fundo Ambiental.

Os híbridos convencionais têm incentivos fiscais?

Não existem incentivos fiscais para híbridos convencionais, porque eles excedem os limites de emissões e ficam aquém, dos mínimos de autonomia elétrica para receberem incentivos. No entanto, pelas baixas emissões, eles acabam por pagar menos Imposto Único de Circulação – IUC que veículos similares com motor de combustão.

 

Que marcas vendem carros híbridos Plug-In em Portugal?

Existem 30 marcas que vendem carros híbridos Plug-In em Portugal. O mais potente de todos é a versão PHEV do Lamborghini Urus, com 800 cv de potência.

 

Existem incentivos à compra de carros PHEV?

Não existem incentivos diretos para a compra de carros híbridos Plug-In, porque o Fundo Ambiental apenas concede apoios para compra de carros 100% elétricos.

 

Existem incentivos fiscais para os híbridos Plug-In?

Sim, existem incentivos fiscais para os híbridos Plug-In, para particulares ou empresas, que são os seguintes:

  • Dedução a 100% do IVA da compra de viaturas até 50.000€;
  • Redução de 75% no ISV para viaturas com 50km de autonomia elétrica e emissões inferiores a 50 g/km;
  • Taxas reduzidas de IUC, definidas de acordo com o valor do carro;
  • Deduções para gastos dedutíveis referentes à depreciação da viatura.

 

Em Portugal vendem-se mais híbridos ou híbridos Plug-In?

Em Portugal vendem-se mais híbridos em série do que híbridos Plug-In. Nas estatísticas de vendas de automóveis em Portugal durante 2025, reveladas pela ACAP, foram comercializados 43.101 híbridos convencionais, que representam 20,2% do mercado. Os híbridos Plug-In têm uma quota de mercado de 13,3%, obtida com a venda de 28.229 viaturas PHEV.

 

Que carros têm a manutenção mais barata, os híbridos ou híbridos plug-in?

Nos híbridos Plug-In a manutenção automóvel é mais barata quando conduz de forma frequente em modo elétrico, porque isso significa menos recurso ao motor de combustão, com menos desgaste de filtros e outros componentes. 

No entanto, como são mais pesados, estes veículos precisam de revisões automóveis mais frequentes ao nível dos componentes de travagem. Além disso, quando é necessário avaliar os sistemas elétricos associados à bateria os custos podem subir de forma vertiginosa.

 

Quais as alternativas aos híbridos e aos PHEV?

As alternativas diretas aos híbridos são os veículos com motores de gasolina turbo e sistemas microhíbridos de 48 volts, que têm já consumos muito interessantes, e os modelos bi-fuel gasolina-GPL, uma aposta da Renault e da Dacia em que beneficia dos preços mais baixos do GPL. 

A alternativa aos PHEV passa, principalmente, pelos carros 100% elétricos, mas apenas quando tem local e tempo para carregar as baterias com maior capacidade. 

 

Como escolher entre um híbrido e um híbrido Plug-In?

Para escolher entre um híbrido e um Plug-In deve avaliar, principalmente, os seguintes pontos:

  • Quanto dinheiro vai gastar – os híbridos Plug-In são mais caros e requerem mais investimento;
  • Possibilidade para carregar as baterias – Se tem local para carregar com frequência as baterias do PHEV numa moradia, garagem de prédio ou no trabalho, ele permite poupar muito dinheiro em combustível;
  • Tipo de trajetos percorridos– Se percorre muitas distâncias em viagem sem paragens, o híbrido torna-se mais vantajoso, porque é mais leve e acaba por consumir menos;
  • Apetência pela potência e performance – Se gosta de acelerar e de ter um carro mais potente, os PHEV são mais poderosos e têm mais frequentemente modos Sport, tração integral e mais configurações para potenciar as performances;
  • Benefícios fiscais – Se vai adquirir o carro como empresa, um PHEV tem mais vantagens e deduções que pode aplicar nos impostos;
  • Pensamento Ecológico – Se ainda não está pronto para um 100% elétrico mas quer reduzir a sua pegada de carbono, com o PHEV consegue fazer perto de 100 km apenas com o motor elétrico e evitar o consumo de combustíveis fósseis.

A escolha entre um híbrido e um PHEV depende sempre do seu estilo de vida, das infraestruturas de carregamento à sua disposição e, claro, da sua disponibilidade financeira. Neste último campo pode encontrar as melhores opções de carros híbridos e híbridos Plug-In, e até comparar os dois tipos de motorizações, no simulador de carros novos.

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Nuno Fatela

Formado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, ao longo de 15 anos o Nuno acumulou experiência em publicações como a Maxmen e a Revista Turbo, a que alia a sua especialização em SEO e em simuladores de preços. Como fundador e editor do Auto Avaliação, o Nuno lidera a plataforma que lhe oferece comparações e notícias sobre carros novos, crédito, seguros e manutenção automóvel. Diariamente cria também novos artigos com informações de relevo sobre o mundo automóvel.

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