“Um automóvel é conduzido por pessoas. O princípio fundamental para todo o trabalho de construção é, e deve por isso ser, a segurança.” Esta frase aparece no primeiro manual de vendas criado pela Volvo aquando da sua fundação, em 1936. Hoje em dia a marca permanece fiel às premissas estabelecidas por Assar Gabrielsson e Gustaf Larson. Para isso, acaba de reinventar o cinto de segurança e abriu a patente a todas as marcas, para que a segurança seja uma realidade em todos os automóveis do mundo.
Sete conceitos-chave do cinto de segurança multi-adaptativo
- Volvo considera que pode ser a sua maior inovação na proteção dos automóveis desde 1959, quando lançou a configuração de três pontos que hoje equipa os automóveis de todas as marcas;
- Estreia está marcada para 2026, com o novo Volvo EX60 elétrico;
- O novo cinto de segurança recolhe dados do utilizador (peso, altura…) e dos sensores que analisam o ambiente e antecipam acidentes, para atuar de forma personalizada;
- A força é adaptada para minimizar as lesões causadas por força de retenção excessiva ou insuficiente;
- Sistema preparado para receber atualizações remotas e tornar-se cada vez mais eficaz;
- Desenvolvimento contou com dados de 80.000 acidentes reais, para otimizar a eficácia do novo cinto;
- O cinto de segurança multi-adaptativo tem patente aberta, para todas as marcas poderem aumentar a segurança dos seus veículos.
Como funciona o novo cinto de segurança multi-adaptativo da Volvo
Reconhecido como o mais importante elemento de segurança para os ocupantes de um automóvel desde que foi criado em 1959, o cinto de segurança tem ainda alguns pontos a melhorar. Um dos principais é a tensão criada pela forma como o cinto trava, que pode causar lesões.
Para evitar isso, a Volvo criou um cinto de segurança adaptativo que estreia no novo Volvo EX60, modelo elétrico que será revelado em 2026. O que muda com este cinto? A principal novidade é a capacidade de atuar com base nos dados dos sensores do automóvel, recolhendo informação daqueles que antecipam os acidentes e dos que conseguem reconhecer as características físicas dos ocupantes.
Esta informação permite adaptar a força de retenção criada pelo cinto de segurança para embates a diferentes velocidades e para a fisionomia de cada pessoa (altura, peso, posição no banco…).

Um cinto de segurança com retenção personalizada
Como explica a Volvo, reconhecida pelo seu foco na segurança, o sistema consegue atuar de forma personalizada. Por exemplo, para uma pessoa mais leve faz menos força de contenção, reduzindo o risco de lesões como costelas partidas. Para alguém mais pesado reforça a capacidade de retenção, minimizando o risco de lesões na zona da cabeça.
Desta forma, o sistema é mais preciso e eficaz a proteger os ocupantes e mitigar as consequências da forma como o cinto de segurança funciona. E, por esse motivo, a Volvo considera que este pode ser o maior avanço em segurança que alcançou desde 1959, quando lançou o cinto de segurança de três pontos, que hoje equipa praticamente todos os automóveis.
Este é um feito notável, especialmente se considerarmos que a Volvo tem vindo a estrear no sector automóvel importantes avanços para a segurança rodoviária. Alguns dos destaques são o airbag lateral (1994), o sistema de proteção contra lesões cervicais WHIPS (1998), o sistema de travagem automática City Safety (2008) e o sistema de deteção de peões e ciclistas com travagem automática (2010). O mais importante desde o primeiro cinto de segurança, em 1959? Segundo a própria Volvo, pode vir a ser o novo cinto de segurança multi-adaptatvo.
Isaac Newton “explica”
Porque é importante um sistema de retenção conseguir adaptar-se a cada pessoa? Como se recorda quem esteve mais atento nas aulas de Física, a segunda lei de Newton indica que a força é igual à massa (num embate automóvel, o peso da pessoa) a multiplicar pela aceleração (a força gerada por uma colisão). Ou seja, F = ma. Isto significa que, sendo mais pesada, uma pessoa de 100 kg gera mais força num embate que alguém com 60 kg.
A gestão precisa e personalizada da força de retenção necessária é, portanto, o destaque no cinto de segurança multi-adaptativo da Volvo. Ao reconhecer a força necessária para proteger cada pessoa pessoas de acordo com a sua fisionomia, o novo sistema de retenção efetua uma carga de contenção diferente. Isto evita força excessiva ou falta de força para conseguir reter o movimento de cada ocupante sem causar lesões.
“Evolução sem precedentes” que fica disponível para todas as marcas
A Volvo não tem dúvidas em afirmar que o cinto de segurança multi-adaptativo é uma “evolução sem precedentes de uma das ferramentas mais importantes de proteção na estrada”. E por isso, à imagem do que fez com o cinto de três pontos original e que hoje equipa quase todos os carros, introduzido em 1959, também agora abre a patente a todas as marcas.
Com a contínua introdução de sensores que analisam toda a envolvência do automóvel e as características dos ocupantes, em conjunto com a crescente capacidade de obtenção e análises de dados de acidentes, este cinto de segurança multi-adaptativo vai tornar-se progressivamente mais evoluído e eficaz. Ou seja, vai adaptar-se cada vez mais a cada pessoa que protege.
E, depois do cinto de segurança de três pontos já ter salvo mais de um milhão de vidas nas estradas, este novo avanço promete salvar ainda mais vidas. E, alargando os seus benefícios, o novo cinto de segurança multi-adaptativo também promete reduzir as consequências que sofrem milhões de pessoas envolvidas em acidentes em todo o mundo. Algo que vai começar a ser realidade a partir de 2026, com o novo Volvo EX60…




